estão dizendo por aí que...

Oui é verdade o que estão dizendo por aí, estou sim ouvindo músicas novas, conhecendo uma galera, melodias outras: Chabuca Granda, François Hardy, Violeta Parra, Nina Simone, Yma Sumac, Elizeth Cardoso, Amália Rodrigues, Alaíde Costa, Miriam Makeba, Ristusko Okazaki, Vasthi Bunyan...

... mas também tenho ouvido as mesmas coisas de sempre: Mariah Carey, Biliie Holiday, Ella Fitzgerald,  Elza Soares, Patrícia Marx, Akina Nakamori, Biliie Eilish, Raveena, Kylie Minogue, Maysa, Elis, Mariya Takeuchi, Alessandra Samadello... 

É bom permanecer,  aninhar-se às mesmas coisas de sempre, mas é bom também agregar coisas novas, somar novas vozes, polifonar-se. Quero multiplicar as vozes em mim. Que a cada novíssimo dia eu permaneça descobrindo [e redescobrindo] mais e mais...

ps: gif de janeiro para setembro. 

Okay Jigglypuff é tão pinkmente fofa

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E ela ainda canta tão fofamente tranquilizando a alma,  e todo mundo dorme. Fora isso, desde que me entendo por gente, sempre tive uma fascínio pela Jigglypuff, o que é estranho porque ela não passa de uma bola cor-de-rosa com um tufo cacheado curto no topo da testa e dois grandes olhos de ciano coloridos. Soube por aí que muitos pokemons são como coisas da vida real, tipo, um ímã, espécies de lagartas e borboletas, ou mutações destas coisas. 

Mas afinal das contas, o que diabos é Jigglypuff? Dizem se tratar de uma fada [mas... uma fada sem asas?].  Acho que o lúdico da sua forma é o que a torna mais interessante, quer dizer, não é possível ver nada igual'a ela no mundo real: não saímos por aí e vemos uma bola cor-de-rosa com um tufo cacheado curto no topo da testa e dois grandes olhos de ciano coloridos... certo? Toda sua forma e encantamento habitam no mundo da imaginação, do criativo de se inventar sereszinhos e sair dando personalidade e vida à eles. Isso é o que a coloca no topo de melhores criaturinhas já imaginadas ever! E veja bem, creio que se existe algo parecido na vida, não seria lá tão encantador. Desde que algumas recriações 3D invadiram a internet na década de 2010's, e agora com as versões de inteligência artificial [cada vez mais potentes em suas gerações de imagens], só consigo pensar o quanto Jigglypuff seria esquisita se realmente existisse na realidade.

Isso é terrivelmente incrível! Ela não nasceu para viver na realidade [por isso suas recriações são tão brochantes]. É uma coisa para habitar eternamente o campo da inventividade, da ludicidade de inventar as coisas!! 

Posso estar a vomitar arco-íris da boca [como no meme de 2014 tumblr alike], mas creio que temos uma genuína relação, unicamente porque desde minhas primeiras lições ao piano, quis obcecadamente aprender a cifra de sua canção, tocá-la a exaustão, para mais que aprendê-la, apreendê-la. Dominá-la, para depois rebuscá-la de notas, glissandos, acordes outros, firulas, melismas e outras melosas coisas que se pode fazer com uma melodia musical. Anyway, talvez eu esteja me derramando demais sobre isso...

É que eu sou queria dizer, bye...  

 

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Estou apaixonada, mas não é por ninguém não

 

Como explicar? É, é meio inexplicável, mas estou descontrolavelmente apaixonada: sentindo dentro do peito uma genuína [e quase sufocante] sensação que brilha, que se transborda nela mesma e quase a vomito sorrindo, deixando vagar na ponta da língua estrelas cadentes, meteoros, o cometa Hayley. Sim, estou amando, em plenitude, eu arriscaria dizer, fervilhando de paixão, mas não é por ninguém não, desencana... é pelo o que se virá, por mim mesma, pela versão de mim mesma que se fará nos próximos anos que se virão. Não pretendo nada me tornar, porque como disse Deleuze, à medida que um se transforma, transforma também aquilo em que se está se transformando, e tudo é transmutação, nada é fixo, tudo é ciclo. E aproveitando a carona das referências, quero parafrasear a sr. Eilish para dizer que estou "apaixonada pelo meu futuro" e quero abraçá-lo, beijá-lo, senti-lo tocar-me a tez, brilhar em mim, correr com ele nas ondas da minha praia favorita, deitar-me com ele nos meus prados mais ternos, observar com ele, e em silêncio, a copa das árvores, ouvi-las farfalhar e sensivelmente inventar formas brincalhonas na nuvens...

 

Once again, hola me!

27, uau, isso é novo. Disseram por aí que 27 é uma idade perigosa, há toda uma teoria das conspiração por de trás desse pequeno número... bom, seja qual for a premonição, tenho bastante gratidão em conquistá-lo, por ventura amanhã será apenas mais segunda típica. Sim, estou reclamando de fazer aniversário num domingo [isto é tão injusto], especialmente quando se faz aniversário em 7 de setembro [que feriado em vão]. 

 27, uau, acho que estou me acostumando, gostaria de poder dizer que também começo a me acostumar com os primeiros sinais da idade, SIM 27 AINDA É SER JOVEM,  mas creio que terei que dispensar mais grana nos cremes faciais. 

27, mas estou longe de meus entes queridos, noutra cidade, ainda labutando com o mestrado, meu quinto aniversário sem poder abraçar mamãe, papai ou vovó nesta data. Meu primeiro aniversário sem um mimo também... É, estou me sentindo um pouco solitária [não sei dizer se não deveria ou se esta é uma reação natural de quem sabe que pela primeira vez não vai receber um pequeno presente]. Estou em crise? Deve ser os 30 se aproximando, risos. 

 27, hula hula mon amour, vida que segue, não teremos bolos [eu teria que fazer e mesmo que seja um FERIADO NO DOMINGO, não terei tempo, anyway]. Gostaria apenas de me sentir especial neste dia, então vou fazer isso dizendo, feliz natalício pra todo mundo que comigo compartilha a data e que bom que somos um país independente e soberano!!